Vídeo mostra quando jovem mata padrasto com canivete após discussão, em Senador Canedo
O rapaz disse, em depoimento, que agiu em legítima defesa. Polícia Civil determinou prisão preventiva.
Jovem que alegou legítima defesa foi filmado esfaqueando padrasto
Um jovem, de 18 anos, foi preso após matar o padrasto a facadas com um canivete em Senador Canedo, na Região Metropolitana de Goiânia. À Polícia Militar, ele afirmou que agiu em legítima defesa para proteger a mãe que, segundo ele, estava sendo agredida. No entanto, imagens de câmeras de segurança contradizem essa versão, de acordo com a Polícia Civil.
O DE não conseguiu contato com a defesa do autor até a última atualização desta reportagem.
O crime ocorreu na madrugada de 23 de março, durante uma reunião familiar na casa da irmã do rapaz. As imagens mostram o momento em que uma discussão generalizada começa na calçada.
Em determinado momento, o rapaz e o padrasto discutem. O garoto então entra na casa, volta e golpeia o padrasto repetidas vezes com um objeto cortante. O homem chegou a ser socorrido, mas não resistiu.
INVESTIGAÇÕES
De acordo com o delegado responsável pelo caso, Adriano Jaime, familiares tentaram atrapalhar as investigações, afirmando inicialmente que o padrasto já chegou ferido à casa da família. No entanto, em depoimento posterior à polícia, familiares disseram que o crime aconteceu em legítima defesa, informou o delegado. Segundo essa versão, a vítima teria usado um canivete para tentar ferir a companheira e o enteado, que então reagiu.
“O canivete, até hoje, não foi apresentado à delegacia. Nem durante o flagrante. Então não acreditávamos nessa versão de legítima defesa. E fica claro nas imagens dos fatos que não houve legítima defesa, não tinha risco à integridade física de ninguém”, relatou o delegado em entrevista à TV Anhanguera.
Diante das evidências, a Polícia Civil determinou a prisão preventiva do autor, que deve responder por homicídio duplamente qualificado, emboscada e motivo fútil. Os investigadores irão ouvir, novamente, os familiares para confrontar os depoimentos com as imagens da câmera de segurança. O inquérito deve ser concluído em até dez dias.
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